Ele foi incapaz de lhe resistir. Não conseguiu ignorar a sua boa disposição, a simpatia contagiante. O nome dela fazia-o tremer e o rubor tomava-lhe conta da face quando falava nela. Escreveu-lhe uma música, que nunca teve coragem de lhe cantar. “Amor sem fim, amor sem fim”, cantarolou vezes sem conta, sozinho. Escreveu inúmeras vezes a inicial do nome dela e irritou-se quando ela deu atenção a um colega, quando partilhou brincadeiras com alguém que não ele.

Paixão, ciúme, saudade, estes podiam ser os ingredientes de uma qualquer história de amor. Até aqui, sem surpresas. O que me deixa de boca aberta é que o interveniente masculino deste romance tem cinco anos feitos há quatro meses! Parece que, afinal, o amor não escolhe mesmo idades. E está mais que provado que as crianças crescem muito depressa!

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