“Mãe!!!! Ó mãe!”, chamou ele.
Olhei para o relógio, batiam as quatro da matina.
“Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Mãe!”
Vou ignorar, pensei eu, enquanto ele me chamava desalmadamente.
“Então? Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee”
Levantei-me sempre com os olhos fechados. A tarefa dificultada pelo pontapé dado em não sei bem o quê.
“O que foi?”, perguntei-lhe.
….
“O que querias?”, voltei a perguntar.
“Jã não me lembro. Até amanhã”. E virou-se para o outro lado.

É nestas alturas que eu constato a dimensão do amor de mãe. Amor que esteve seriamente ameaçado pela minha vontade de lhe sacudir o pó.

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