– “Porque é que não vamos ao Festival Caixa Alfama?”
– “Fazer o quê”, respondo eu à pergunta do rapaz, acabado de fazer os 7 anos.
– “Ouvir a música”, responde-me ele com um tom paternalista, sem perceber porque é que tinha que explicar o que lhe parecia óbvio.
– “Mas sabes qual é o tipo de música que se ouve no Caixa Alfama?”, digo eu, que não sou grande fã de fado.
– “Sei… é fado.”
– “E tu gostas de fado?” – voltei eu, decidida a levar esta conversa até ao fim.
– “É obrigatório gostar de fado!”, diz ele, com um olhar reprovador na minha direcção.
– “Não achas que o fado é triste?”
– “Não.” – e virou-me costas, como que cansado de falar com alguém que, claramente, não estava ao nível da conversa: eu!

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