– Vamos dormir?
A resposta não se fez esperar. Do alto dos seus oito anos disse:
– Não.
– Ai sim? Mas já são horas. Vá lá, está na hora de ir para a cama.
Ele nunca perdeu a calma. Sentado no sofá, olhou na minha direção e disse, paciente e condescendentemente:
– Não vou ainda. Ah, e tu não mandas em mim. É um problema, porque tu achas que mandas, mas na verdade não mandas nada.

Eu calei-me. Por pouco tempo. Esclarecido sobre quem mandava em quem, acabou por ir domir sem mais reclamações.

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