Há muita coisa de que não se fala nos livros sobre parentalidade e puericultura. E a questão dos odores é uma delas. Bem sei que não é propriamente o tema mais interessante de conversa e está longe de ser um assunto desejado, mas a verdade é que há cheiros para os quais não estamos de todo preparados. E já não falo do cheiro a azedo, uma constante nos primeiros tempos de vida dos bebés (pelo menos por aqui, e foi tal a intensidade do vómito e do bolsar, que se tornou mesmo o meu perfume) ou do ‘aroma’ que as fraldas escondem. Mas de outros.

Fala-se muito no perfume do bebé, aquele cheirinho a quem ninguém resiste. E ele existe, de facto. Mas e os outros? Confesso que fui apanhada desprevenida. Ninguém me avisou que eles podiam cheirar tão mal!

E a coisa piora à medida que crescem. Bem sei que, com nove anos, há muito que o meu deixou de ser um menino para se tornar um rapaz. O que eu não sabia é que ele podia cheirar como um homem! E o pior de tudo é que não encontro em lado nenhum desodorizantes destinados às crianças.

Decidi então socorrer-me do Dr. Google. E a resposta encontrei-a num artigo recente da revista Today’s Parent, onde se lê (com muita pena minha): “Não há forma de prevenir o odor corporal“, a não ser através da higiene. Ok, é verdade que o banho apaga todos os maus cheiros. Mas e depois?

A especialista ouvida neste artigo nada tem contra os desodorizantes. Mas eu confesso não estar muito convencida do seu uso, pelo menos do uso daqueles que enchem as prateleiras dos supermercados, cheios de substâncias cujo nome nem sequer consigo pronunciar.

Segue-se mais um conselho: usar roupa interior de algodão, mudada todos os dias. E a certeza de que eles vão continuar a cheirar mal (ou pior), à medida que a puberdade, aquele nome que ainda me custa pronunciar, vai chegando.

 

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