– Quando é que paras com isso? – perguntou-me ele, depois de eu lhe ter chamado fofo ou bebé (ou bebé fofo).

– Como assim? – respondi, sabendo bem do que se tratava, mas fazendo-me de parva.

– Não gosto quando dizes essas coisas. Afinal eu sou grande. Sou um adulto!

Bem sei que eles crescem depressa, mas com 9 feitos parece-me que ainda temos mais um tempinho até lá chegar. Foi isso que lhe expliquei. E acrescentei que ele será sempre o meu bebé, mesmo com 60 anos (talvez um pouco de exagero, eu sei).

– Por favor, chama-me apenas o meu nome. – disse ele, de uma forma calma e com um ar muito sério. E condescendente.

Mas por mais sério que ele possa ser, ou parecer, a verdade é que é mais forte do que eu, e acredito mesmo que não serei capaz de deixar de lhe chamar “coisa boa”, “meu bebé”, “fofo mais fofo” e por aí fora. Pelo menos não tão cedo.

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