Quem nunca sentiu stress que atire a primeira pedra. Eu já. E sinto-o mais ou menos todos os dias. E quer trabalhem apenas em casa ou acumulem as tarefas do lar com as de fora, ser mãe é, não raras vezes, sinónimo de stressada. O que apetece sei eu bem: parar, respirar e, já agora que estamos no domínio dos pedidos e dos sonhos, porque não uma massagem relaxante, num daqueles spas em que, em vez da repetição constante da palavra mãe, a única coisa que se ouve é uma musiquinha calma? Sim, eu sei. Não só não há tempo, como nem sempre o dinheiro estica. Foi sobre este tema que li recentemente um artigo com conselhos sobre como lidar com esta pressão que nos afeta um pouco a todas.

As manhãs

As manhãs são sempre uma animação. E animação aqui nem sempre é usada como uma coisa boa. Há que os levantar da cama, confirmar que se vestiram (e de preferência sem nenhuma peça de roupa do avesso), preparar o pequeno-almoço, arranjar a lancheira. Isto tudo sem esquecer que também nós temos nos arranjar e levá-los à escola. O conselho aqui é da psicóloga e professora Jennifer Jipson, de uma universidade na Califórnia, que defende que se deve fazer o máximo possível de véspera (desde a escolha da roupa, à arrumação da lancheira). Uma boa ideia, não fosse eu estar de rastos à noite e incapaz, não raras de vezes, de resistir ao apelo do sofá. A especialista aconselha também a que os pais se levantem mais cedo que os filhos. Cá em casa, a regra costuma ser essa (a não ser quando ele decide que acordar às seis da manhã é uma boa ideia, o que acontece sobretudo ao fim de semana).

As birras

E quando eles se portam mal, seja em público ou privado ou, pior ainda, fazem daquelas monumentais birras que nos tiram do sério? Neste caso, é Lynne Goldberg, especialista em mediação familiar, que deixa a dica: respirar fundo (eu cá costumo contar até 20), perguntar o que se passa e ouvir calmamente (mais fácil dizer do que fazer). Quando o stress nos atinge em cheio, há que tentar manter a respiração controlada.

Preocupação com tudo e mais alguma coisa

É típico das mães preocuparem-se com tudo. Até parece que não temos mais do que fazer, mas a verdade é que nos preocupamos constantemente com eles (e isso é ser mãe, certo?). Mas há momentos em que temos que olhar para nós, cuidar de nós, sob pena de conseguirmos cuidar deles. Tentar fazer uma saídas românticas (a dois) com a cara-metade; ir ao cinema (ver um filme para adultos); ter amigos sem filhos com quem sair de vez em quando (e falar de tudo menos de filhos) ou fazer exercício. Para mim, meia hora de ginásio duas vezes por semana é o suficiente para me recarregar as baterias (nunca pensei que fizesse tão bem à minha sanidade mental!).

Coisas a mais

Há alturas em que olhamos para as nossas agendas e apetece-nos arrancar o cabelo, entre as coisas que temos que fazer, as idas às compras, o levar e ir buscar à escola, as atividades extra, as festas de aniversário (os miúdos têm hoje uma agenda social bem mais intensa que a minha – que é praticamente inexistente) e sei lá mais o quê. Aqui, é outra vez a psicóloga e professora Jennifer Jipson que deixa conselhos. E o principal é que menos é mais. Há que simplificar e em vez de terem três atividades por semana, terem apenas duas; ter duas noites por semana livres, sem nada marcado para depois da escola, para que toda a família possa estar junta, mesmo que seja apenas para conversar.

 

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